A filiação do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, ao MDB, realizada nesta segunda-feira (10), acabou chamando atenção menos pelo ato em si e mais pela pouca presença de lideranças políticas consideradas de peso no evento. A movimentação gerou comentários nos bastidores e foi tratada por aliados e adversários como um sinal de desprestígio interno. Nos grupos políticos, o clima foi de avaliação crítica. Mensagens que circularam entre articuladores e parlamentares descrevem a filiação como um “fiasco em relação à classe política”, apontando que o número de representantes presentes ficou muito aquém do esperado para um prefeito de capital que se coloca no debate sucessório para 2026. Apenas seis vereadores marcaram presença: Bosquinho, Luís da Padaria, Ícaro Chaves, Raoni Mendes, Corujinha e Marcos Vinícius. A ausência de parte expressiva da bancada de situação na Câmara chamou atenção e reforçou a avaliação de que o ato não mobilizou a base de forma significativa. Entre deputados esta...
A Operação Território Livre, deflagrada pela Polícia Federal em João Pessoa, vem gerando debates intensos sobre suas reais intenções e métodos. O suposto esquema de coerção eleitoral que sustenta a operação carece de provas concretas. Até o momento, não há gravações de áudio ou vídeo que validem as acusações. A narrativa que circula em setores da imprensa sugere que eleitores de baixa renda teriam sido coagidos a apoiar determinados candidatos, mas as evidências apresentadas são frágeis, levantando mais suspeitas do que certezas. O impacto na política local é notável. As ações da Polícia Federal — incluindo a busca na residência do prefeito, a prisão de sua esposa, o afastamento do presidente da Câmara — têm como efeito imediato a desestabilização do cenário político, mas sem comprovações claras de culpabilidade. Muitos veem essas medidas como parte de uma estratégia mais ampla de interferência política, cuja real intenção seria favorecer a oposição, dando à Câmara Municipal e possivel...
O deputado federal Mersinho Lucena (PP) surpreendeu ao votar e se posicionar a favor do projeto que abre caminho para a anistia do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. O texto, aprovado pela Câmara dos Deputados na madrugada desta quarta-feira (10), altera a aplicação das penas e pode beneficiar diretamente integrantes do núcleo político bolsonarista. Com essa posição, Mersinho joga por terra todo o esforço que o seu pai, Cícero Lucena (MDB), vem fazendo junto com o senador Veneziano Vital (MDB), em Brasília para ter o apoio do PT à sua candidatura pela oposição ao Governo do Estado em 2026. A proposta, aprovada por 291 votos a 148, determina que, quando os crimes de tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito forem cometidos no mesmo contexto, apenas a pena mais grave será aplicada, sem somatório. Na prática, isso reduz as condenações e abre margem para futuras revisões de penas imposta...