A Operação Território Livre, deflagrada pela Polícia Federal em João Pessoa, vem gerando debates intensos sobre suas reais intenções e métodos. O suposto esquema de coerção eleitoral que sustenta a operação carece de provas concretas. Até o momento, não há gravações de áudio ou vídeo que validem as acusações. A narrativa que circula em setores da imprensa sugere que eleitores de baixa renda teriam sido coagidos a apoiar determinados candidatos, mas as evidências apresentadas são frágeis, levantando mais suspeitas do que certezas. O impacto na política local é notável. As ações da Polícia Federal — incluindo a busca na residência do prefeito, a prisão de sua esposa, o afastamento do presidente da Câmara — têm como efeito imediato a desestabilização do cenário político, mas sem comprovações claras de culpabilidade. Muitos veem essas medidas como parte de uma estratégia mais ampla de interferência política, cuja real intenção seria favorecer a oposição, dando à Câmara Municipal e possivel...
O diretório do Partido dos Trabalhadores (PT) em João Pessoa oficializou, na tarde desta quarta-feira (09), seu apoio à candidatura de Cícero Lucena (PP) no segundo turno das eleições municipais. Muitos dos filiados e lideranças da sigla, como o ex-secretário de Saúde Adalberto Fulgêncio, a deputada estadual Cida Ramos e o vereador Marcos Henriques, já publicizaram apoio a Cícero para derrotar o candidato da extrema direita na Capital. Quem vai na contramão da decisão do próprio partido é Ricardo Coutinho. Segundo informações de bastidores, o ex-governador estaria orientando seus aliados a votarem em Marcelo Queiroga (PL). Isso por que ele estaria inconformado que Luciano Cartaxo (PT) e a sua esposa, Amanda Rodrigues (PT), não chegaram ao segundo turno, além de, historicamente, ser oposição a Cícero Lucena. Ou seja: para derrotar Cícero, Ricardo toparia votar até no candidato de Bolsonaro.
A filiação do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, ao MDB, realizada nesta segunda-feira (10), acabou chamando atenção menos pelo ato em si e mais pela pouca presença de lideranças políticas consideradas de peso no evento. A movimentação gerou comentários nos bastidores e foi tratada por aliados e adversários como um sinal de desprestígio interno. Nos grupos políticos, o clima foi de avaliação crítica. Mensagens que circularam entre articuladores e parlamentares descrevem a filiação como um “fiasco em relação à classe política”, apontando que o número de representantes presentes ficou muito aquém do esperado para um prefeito de capital que se coloca no debate sucessório para 2026. Apenas seis vereadores marcaram presença: Bosquinho, Luís da Padaria, Ícaro Chaves, Raoni Mendes, Corujinha e Marcos Vinícius. A ausência de parte expressiva da bancada de situação na Câmara chamou atenção e reforçou a avaliação de que o ato não mobilizou a base de forma significativa. Entre deputados esta...